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"O PERFIL É PESSOAL, POSTO O QUE QUISER SEM CONSEQUÊNCIAS"


"Mas, Muca, o perfil é pessoal, temos liberdade de falar o que quisermos sem problema"

Ôoooo quem dera! Se você pensa isso, sinto muito te informar, mas você é INGÊNUO(A)! A única pessoa que pensa que o perfil é pessoal, e por isso você pode fazer o que quiser que não haverá consequências é você mesmo! Com a internet e suas redes sociais, nada mais fica no anonimato. Tudo ficou ainda mais ativo e visível com a popularização de smartphones com uso de câmeras de boa qualidade de resolução.




Muitas firmas de headhunters já utilizam o perfil do facebook como item para reconhecimento no currículo. Invasão de privacidade? Talvez, mas é uma forma de conhecer a pessoa, seus gostos, costumes. Pela frequência de posts, e horários, percebe-se o tempo que ela fica conectada, e não trabalhando; pela variedade de coisas compartilhadas percebe-se o nível de foco e desenvolvimento da mente para com coisas úteis ou inúteis; pela foto de perfil e pela capa percebe-se o "papel" que ela desenvolve ali - sim! Dá pra saber o que o internauta pretende na internet através de avatar e capa!

Seria ótimo se estivéssemos em nosso canto de boa e ninguém se metesse com os assuntos políticos, religiosos, gostos peculiares, que nós postamos e opinamos. MAS NÃO É! Faça um teste: poste um comentário bizarro só entre você e poucos amigos. Verá como irá se espalhar feito praga e você colherá os péssimos frutos do seu ato. 

No caso dos designers, não é diferente. O profissional busca melhorias para sua área, valorização, reconhecimento, mas será que agem como se quisessem isso de verdade? Quando falamos em comunicação, automaticamente, está vinculada a imagem da empresa/negócio a qual presta serviço. Ou seja, você designer, é a pessoa destinada a cuidar de toda representação gráfica à frente de uma empresa, logo, espera-se alguém comprometido, sério, inclinado para os resultados mensuráveis e cumpridor de prazos. Agora pense sobre o perfil de uma pessoa séria como esta, desde avatar a compartilhamentos. 

Não estou ditando regras, nem falando que você não pode fazer. É apenas um conselho do que não fazer para você ter boa prospecção. E outra coisa muito séria: a partir do momento que você decide ser um prestador de serviços para o público dos negócios, não tem mais essa de pessoal e profissional. Cada atitude sua influenciará em sem negócio diretamente. Essa coisa de “separar o profissional do pessoal” é mitológica – sempre foi. Hoje, com o uso da internet, como disse, cada atitude sua estará vinculada pessoal e profissionalmente. Você não estará preso para fazer, mas terá de assumir as consequências de uma postura não muito compromissada. 

E digo isso com autoridade de quem atende diversos profissionais diariamente. Já vi de tudo nessa vida! De alguma forma, alguns designers me veem como alguém que pode ajudar a ter melhor retorno. E vai por mim... é incrível como tudo se encaixa como uma luva! Geralmente, os que me procuram querendo “dicas” de como faturar legal com design, pois, supostamente, estão passando por momentos ruins, tem uma participação constante nas redes sociais, com opiniões maçantes sobre política e grande volume de compartilhamento de futilidade do humor, em muitas ocasiões, coisas até inadequadas para o local.


"Então devemos ser omissos à causa e indiferentes só para ter sucesso como designer”

 

Verdade! O que seria da “revolução” sem sua opinião sobre o voto do candidato do distrito da sua cidade? 

Entenda que você pode lutar pelo que achar que deve, pode fazer o que quiser, inclusive, levantar bandeiras, defender políticos, idolatrar, etc. A única coisa que você NÃO PODE é tomar um lado de uma briga que você nem entende, dedicar-se inteiramente a isso, e quando se sentir fracassado, colocar a culpa no “sobrinho”. Você não terá o mesmo retorno de quem estuda, lê livros, busca mercado, pratica círculo de influência, aprende sobre estratégias comerciais, vendas, etc.


 


Algo que tenho observado há certo tempo é sobre sucesso e fracasso dos designers. Alguns reclamam demais do mercado, dos clientes, dos sobrinhos, dos deuses, da cadeira, do #ForaTemer, do cachorro do vizinho, que fica até difícil entender do que realmente estão reclamando. E coincidentemente, observei que esses mesmos que reclamam são os que mais metem os pés pelas mãos. A perda de foco é eminente, e quando são questionados sempre tem uma desculpa: é humor; descontração; estamos lutando pelo Brasil; é a toa mesmo!

Um conselho: lute pelo Brasil sendo honesto, fazendo um bom trabalho, crescendo e contribuindo para o crescimento de outros. Opiniões aleatórias só mostram que você quer chamar atenção e tem muito tempo de sobra.

Dedique-se mais a coisas que te façam crescer, te agreguem conhecimento. Verá que tudo em sua volta mudará.

Para finalizar, segue uma citação do meu amigo Diógenes.

Sucesso a todos!







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